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DE CUERPO PRESENTE
Em 1998, com apenas vinte e sete anos, Roberto Enríquez foi diagnosticado com esclerose múltipla, uma doença autoimune que marcaria a sua vida. Deste momento de choque nasceu De cuerpo presente, um texto breve e urgente que marcou a sua estreia como escritor, acompanhado então por fotografias de Toya Legido. A primeira edição foi publicada pela Ediciones La Uña Rota em formato de pequeno caderno encadernado com grampo (15 x 10 cm, 700 exemplares), e esgotou-se rapidamente. Esta nova edição reproduz fielmente essa maqueta original.
Vinte e sete anos depois, sob o nome de Bob Pop e com cinquenta e três anos, o autor regressa ao mesmo título com uma proposta ampliada e revista. A modo de lado B, esta segunda versão de De cuerpo presente estabelece um diálogo entre os poemas originais de 1998 e novos textos escritos a partir da experiência da doença na sua fase atual. A obra inclui retratos realizados expressamente para esta edição por Mauricio Rétiz, companheiro do autor.
Um poemário escrito em dois tempos e um só corpo, onde passado e presente se cruzam para explorar o impacto do diagnóstico, a transformação do corpo e a persistência do olhar poético.
«Será a vossa leitura que me fará futuro». – Bob Pop
Sobre o autor
Bob Pop (pseudónimo de Roberto Enríquez Higueras, Madrid, 1971) é escritor, cronista e comunicador. Trabalhou como crítico cultural na imprensa, rádio e televisão, e é conhecido pela sua participação em programas como Late Motiv ou La Tuerka, bem como pela série autobiográfica Maricón perdido (2021), da qual foi criador e argumentista. A sua obra combina um olhar crítico com uma sensibilidade pessoal e política, explorando temas como a identidade, o corpo, a doença e o desejo. Nos últimos anos, a sua escrita adquiriu um tom mais introspectivo ligado à sua experiência de vida com a esclerose múltipla.