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Lampíricos
Lampíricos, de Antón Lopo, é um livro de poesia que explora a linguagem como espaço de tensão, revelação e experiência sensorial. Através de uma escrita intensa e fragmentária, os poemas articulam-se em torno da luz, da voz e do corpo como elementos que constroem e questionam a identidade do sujeito.
Nestas páginas, a palavra surge como uma força percussiva que se move entre o silêncio e a comunidade, entre a intimidade e o diálogo com o outro. A poesia de Lopo abre um território onde a experiência do exílio, a precariedade e a vulnerabilidade se entrelaçam com a paixão e com a busca de uma linguagem capaz de as conter.
Como assinala Cecilia Carballido, o livro propõe uma forma de poesia háptica, uma escrita que apela ao sensorial e à intensidade das vozes. Nesse espaço, a crise e a revelação tornam-se motores de uma poesia que observa, interroga e resiste desde o próprio ato de dizer.