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REBEL GIRL: Mi vida como una feminista punk
Rebel Girl. Mi vida como una feminista punk é a autobiografia de Kathleen Hanna, vocalista dos Bikini Kill e Le Tigre e uma das figuras-chave do movimento riot grrrl e do feminismo punk dos anos noventa. Editado em castelhano pela Liburuak em 2024, o livro percorre a sua vida desde uma infância marcada pela violência e pelo machismo até à sua consolidação como referência musical e ativista.
Hanna recorda os seus primeiros fanzines, as performances e os concertos em caves, assim como a criação dos Bikini Kill e o nascimento de um grito que mudaria a história da cena punk: girls to the front. Estar numa banda de raparigas punk não era uma escolha simples nem segura; a violência e o antagonismo masculinos eram uma ameaça constante, e sobreviver como cantora exigia uma determinação quase inesgotável.
Nestes capítulos surgem também as amizades e alianças que a sustentaram, desde as suas companheiras de banda Tobi Vail, Kathi Wilcox, JD Samson e Johanna Fateman até artistas como Kurt Cobain, Ian MacKaye, Kim Gordon ou Joan Jett, que lhe recordavam que o punk podia ser um espaço de apoio e comunidade.
Hanna escreve com franqueza sobre a sua história sentimental, incluindo a sua relação com Ad-Rock dos Beastie Boys, e sobre a sua dura batalha contra a doença de Lyme, que a obrigou a abandonar os palcos durante anos. O livro acompanha a sua evolução musical com Le Tigre e The Julie Ruin e revisita luzes e sombras do movimento riot grrrl, sem o mitificar mas sem lhe retirar força política.
Com uma voz direta, sem censura e profundamente pessoal, Rebel Girl é ao mesmo tempo memória política, diário íntimo e arquivo de uma cena que mudou a forma de entender a música e o feminismo. Um livro indispensável para quem se interessa pelo punk, pelas culturas DIY, pela música independente e pelas genealogias do feminismo contemporâneo.